Preço e prazo por serviço — revisão, travões, transmissão, empenos — são a informação mais procurada. Mostrados, filtram as chamadas e enchem a bancada.
A bicicleta elétrica é uma loja dentro da loja: diagnóstico, bateria, manutenção do motor, marcas. Um parágrafo por tema fala a clientes que não obtêm resposta em lado nenhum.
A prova e o estudo de posição são as duas razões para ir à loja em vez de encomendar online. Descritos como marcação, passam a ser argumento de venda.
O que fazer com a bicicleta que esteve dois anos na garagem? É com esta pergunta que muita gente entra na loja e não se atreve a perguntar se ainda compensa. Uma página com uma resposta honesta — quanto custa um restauro, a partir de quando sai mais barata uma nova — traz clientes que, sem essa resposta, nunca chegam a entrar.
As bicicletas de criança compram-se pela altura e não pela idade, e ficam pequenas depressa. Mostrar tabelas de tamanho, aceitar a antiga como parte do pagamento e dizer quanto vale ainda um modelo que já não serve faz vender à mesma casa de dois em dois anos.
O que cobre afinal uma reparação? Garantia da mão de obra, garantia da peça, o que está previsto se voltar a prender ao fim de uma semana, e se ainda há peças para uma transmissão de doze anos. Isto quase nunca está escrito e responde ao medo da fatura da oficina.
Quem compra a primeira bicicleta de estrada não sabe o que falta comprar a seguir. Capacete, luzes que cumpram a lei, bomba, câmara suplente, calções com bandas: dizer o que é mesmo necessário e o que pode esperar dá confiança e vende mais acessórios do que uma prateleira cheia sem explicação.