A confusão de títulos merece explicação. Arquiteto, designer de interiores e decorador não têm a mesma formação, nem a mesma responsabilidade, nem os mesmos projetos que podem assinar — e dizê-lo protege tanto o cliente como o estúdio.
O medo silencioso é este: vai ser a minha casa ou o seu portefólio. Mostrar projetos com escritas diferentes prova mais do que vinte divisões todas parecidas.
Os honorários explicam-se antes de se apresentarem em número. À hora, ao metro quadrado ou como percentagem da obra são três contas sem relação, e expor o modelo evita a comparação com o orçamento do empreiteiro.
Onde acaba o serviço tem de estar escrito. Quem encomenda, quem fiscaliza na obra e que solução há quando o empreiteiro se desvia do plano: é aí que os projetos descarrilam, não no desenho.