A diferença de preço precisa de explicação: prensado a frio, quantidade de fruta por garrafa, sem aditivos, quanto tempo dura. Sem isso o cliente compara com a prateleira — e aí nenhum bar de sumos ganha.
As curas são o produto que se planeia: três ou cinco dias, entrega ou levantamento, o que se come pelo meio. Procuram-se pelo nome e trazem vários dias de faturação numa encomenda.
A assinatura fideliza: entrega fixa todas as semanas, no mesmo dia, com possibilidade de pausa. Num produto de consumo regular, é a diferença entre passagem e negócio.
A origem da fruta faz parte do preço. Fornecedores próximos, o que amadurece mesmo no inverno e porque é que a carta de fevereiro não é a de junho: explicá-lo é vender época em vez de falta. E o bagaço tem de ir para algum lado: compostagem, padaria, alimentação animal.
A garrafa é um custo e um argumento ao mesmo tempo. Vidro ou plástico, caução, recolha na entrega seguinte, o destino da tampa. Quem recupera os recipientes devia pôr números nisso, e não apenas afirmá-lo: aqui um número convence mais do que um logótipo verde.
O segundo canal está no frigorífico dos outros. Hotéis, ginásios, escritórios e cafés compram todas as semanas, de forma previsível. Uma página com preços por escalão, ritmo de entrega e a questão de quem põe o frigorífico traz clientes que valem por dez particulares.