As obras feitas valem como montra. Trabalhos montados em casas reais dizem mais do que enumerar madeiras, e são a única coisa que o cliente consegue mesmo comparar.
O prazo deve estar escrito sem disfarces. Oito a doze semanas são o normal neste ofício; dizê-lo afasta quem tinha pressa e mantém quem já contava esperar por trabalho feito à medida.
Vale a pena explicar onde acaba a carpintaria e onde começa a marcenaria. Portas, rodapés e soalhos são uma coisa; roupeiros e cozinhas por medida são outra — e o cliente procura pela palavra errada metade das vezes.
Madeira maciça, folheada ou derivada são três escalões de preço que quase ninguém explica. Duas frases sobre durabilidade e sobre a possibilidade de recuperar mais tarde tornam a diferença compreensível.