A amarração é um contrato de arrendamento com água por baixo. Duração, dimensão do barco, caução e pré-aviso gerem-se como uma habitação, não como um lugar de estacionamento.
A obra num barco tem sempre dois relógios. O tempo de trabalho e a espera por uma peça vinda do estrangeiro são coisas distintas, e só uma se cobra ao cliente.
A invernagem é um mapa de ocupação medido em metros quadrados de terra. Não saber que barco está onde e em que dia sai custa uma semana inteira de manobras logo no princípio de abril.
O pórtico é o estrangulamento de toda a empresa. As marcações nele reservam um recurso único, e duas promessas para a mesma manhã saem caras.
A venda de um barco depende dos papéis, não do preço. Título de propriedade, registo e cancelamento são etapas com prazos capazes de travar uma transação.
O trabalho sazonal cria uma folha salarial própria. Duplicar o pessoal de abril a outubro exige horas por obra e não apenas por semana.