A prenda é a procura com mais dinheiro do ano. Em dezembro alguém escreve «oferecer salmão fumado» e quer uma caixa, uma data e um cartão, não uma tabela de preços.
Fumado a frio e fumado a quente são dois produtos e duas procuras. A diferença procura-se de forma explícita, e explicá-la em três frases vende os dois em vez de nenhum.
A conservação decide o carrinho de compras. «Quanto tempo dura salmão embalado em vácuo» vem antes de qualquer compra online, e sem uma resposta clara e com números a caixa fica na prateleira.
A madeira é um argumento que quase ninguém aproveita. Faia, amieiro ou zimbro dão resultados diferentes, e essas procuras vêm de gente que já está a gastar.
O peixe não é o sortido todo. Truta, magret, queijo e pimento fumados trazem procuras tapadas pelo salmão e muito menos disputadas.
A restauração procura com outras quantidades. «Salmão fumado para restaurante» e «fatiado profissional» levam a encomendas que se repetem todas as semanas.
A origem passou a ser palavra-chave. Aquacultura, selvagem e biológico escrevem-se de forma explícita, e sem indicação o comprador trata a mercadoria como indiferente.
O envio é o último obstáculo antes da compra. Cadeia de frio, dia de expedição e prazo de entrega pertencem à ficha do produto, senão ninguém encomenda fresco.