O modelo é a palavra-chave, e cada modelo merece uma página só para ele. Quem escreve o nome de uma máquina concreta com o ano de fabrico está a um passo de pedir um teste, não no início de uma pesquisa.
A categoria de carta divide o mercado em dois com nitidez. «Limitada A2» e «desbloqueável depois» levam a condutores jovens que voltam a comprar dois anos mais tarde.
A retoma traz mais dinheiro atrás do que qualquer outra procura. Quem quer saber quanto vale a máquina velha está a preparar a compra da seguinte e espera um número.
Usado e novo são dois negócios com dois vocabulários. Quilómetros, livro de revisões e donos anteriores decidem de um lado; prazo e equipamento do outro.
A oficina sustenta a casa durante o inverno. «Afinação de válvulas» e «preço de mudar pneu» enchem meses em que ninguém compra mota.
O seguro e a matrícula procuram-se ao mesmo tempo. Explicar quanto custa legalizar e quando compensa transforma a casa no interlocutor antes da compra.
O equipamento é faturação à parte, pendurada na mota. Capacete, fato e luvas procuram-se logo a seguir à encomenda da máquina.
A época do ano marca por completo o calendário das procuras. Compra-se em fevereiro, anda-se na estrada em julho, guarda-se em outubro, e cada uma dessas três fases quer a sua própria página.
A marca prende, mas a reparação prende mais. Fazer manutenção também a outras marcas apanha procuras que o concessionário oficial do lado não pode servir.