A festa de aniversário é a parte que se planeia. Pacote com preço por criança, duração, espaço reservado e o que os pais podem levar: é o que se procura com semanas de antecedência e o que fecha a reserva.
Os adultos são o mercado esquecido. Treino ninja, preparação para corridas de obstáculos e eventos de empresa ocupam as horas sem grupos de crianças e enchem os serões da semana.
A segurança é argumento de venda, não letra pequena: idades, acompanhamento, briefing, termo de responsabilidade e meias antiderrapantes. Explicá-lo abertamente tira aos pais a preocupação que de outra forma acaba num telefonema.
A zona de espera é a segunda fonte de receita e quase ninguém fala dela. Quem espera noventa minutos por uma criança gasta durante esse tempo ou aborrece-se, e no segundo caso a família volta menos vezes. Lugares sentados com vista para os módulos, wifi, café e algo para comer, e no site uma frase a dizer que os acompanhantes não pagam entrada. Não custa nada e alonga a visita.
O que está por baixo dos colchões decide a reputação. Molas e redes têm tempo de vida, e um parque que escreve com que periodicidade tudo isso é verificado e substituído diz mais aos pais do que qualquer fotografia de crianças a rir. Indique o intervalo de inspeção, quem a faz, e que um módulo interditado continua interditado até ser trocado — inclusive ao sábado.