Os pais procuram concentração e método, não competição. Explicar o que o xadrez traz mesmo a uma criança de oito anos e como decorre uma aula convence mais do que o palmarés de torneios ganhos.
Os adultos e os alunos à distância são o mercado que quase nenhuma escola trabalha. Indicar níveis, formatos e treinadores atrai quem já joga e procura treino dirigido.
Os torneios e os cursos de férias são o segundo canal: resultados à vista, muita fidelização e semanas cheias precisamente quando as aulas normais param.
O clube e a escola são coisas diferentes, e os pais confundem-nas. Um clube vive de sócios e de jogos por equipas, uma escola de aulas por níveis com uma progressão. Escreva o que acontece na sua escola todas as semanas, se há trabalho para casa, como se forma um grupo e se uma criança pode jogar sem nunca disputar um torneio.
Os treinadores são aqui a prova, e o seu nível é público. Rating Elo, título de treinador, desde quando ensinam e com que faixa etária trabalham melhor. Ao contrário de quase todos os outros ofícios, isto verifica-se — razão de sobra para o mostrar: calá-lo dá a impressão de que não há nada para verificar.
A plataforma merece ser dita pelo nome, porque é aí que se joga metade do treino. Em que site os alunos jogam entre aulas, se o treinador revê as partidas, quanto tempo de ecrã se recomenda e o que sucede à conta de uma criança. Pais que já limitam os ecrãs decidem por este parágrafo.