A frase mais honesta é também a que mais vende: abaixo de um certo número de conversões por mês, um teste não é fiável. Dizê-lo coloca-o como quem domina o método, não como quem vende testes.
O cliente compara-o com a agência que já tem. O que o distingue é o processo: análise, hipótese, teste, leitura dos resultados — e assumir um teste negativo como resultado.
Os casos com números são tudo: valor de partida, alteração, duração e significância. Sem significância um caso não é referência, é uma anedota, e quem o vai contratar sabe isso.
Nem todos os casos se testam, e isso não é motivo para recusar. Entrevistas com utilizadores, gravações de sessão, análise dos pontos de abandono e uma auditoria heurística produzem provas sem amostra. Descrever este segundo caminho evita perder as lojas mais pequenas: passam a ser clientes com outra proposta.
Um teste que não dá nada continua a ser um resultado. Dizê-lo à partida — metade das hipóteses cai, e é exatamente por isso que não se refaz o site às cegas — vende com mais honestidade e mantém o cliente no segundo trimestre. Os testes perdidos vão para o relatório e não para a gaveta.
Quem instala no fim a versão vencedora? Pelo gestor de etiquetas ou no código, a sua equipa ou a do cliente, e quanto tempo passa entre o fim do teste e a entrada definitiva em produção: é aqui que a maioria dos projetos se atola. Escrevê-lo distingue uma consultoria de uma apresentação.
A maior parte do tráfego vem do telemóvel e quase todas as decisões de desenho tomam-se num ecrã grande. Dizer que se testa primeiro onde o dinheiro entra, com o polegar e com uma ligação lenta, muda a conversa com um responsável de marketing que anda a olhar para capturas de ecrã do portátil.