Um ensaio sem alguém não é um ensaio. Ao contrário de uma aula de línguas, não falta um aluno: falta uma personagem, e ficam doze pessoas paradas — por isso o aviso tem de chegar onde a encenação o veja na véspera.
O elenco é um dado de planeamento. Quem faz o quê, quem substitui e quem está em segunda escolha determina se uma gripe deita abaixo o espetáculo.
A sala é mais escassa do que a aula. Palco, técnica e montagem partilham-se entre todos os grupos, e nas duas semanas antes de uma estreia toda a gente a quer ao mesmo tempo.
O espetáculo é um pequeno negócio à parte. Bilhetes, convites e bilheteira decidem-se num dia em que ninguém tem tempo, e sem venda antecipada a escola paga a sala do seu bolso.