A ocasião é a procura. «Ceia de Natal», «aniversário para doze», «jantar de bodas» trazem gente que não procura peixe, procura uma noite que tem de correr bem.
O preço por quilo cria uma procura própria. Quem escreve «quanto custa uma mariscada» quer fazer contas antes de reservar, e responder a isso enche mesas.
A espécie é uma palavra-chave. Quem escreve «carabineiro» ou «percebes» já sabe o que quer, e essas procuras são pequenas, caras e quase livres.
O levar para casa é faturação de dezembro e procura o ano inteiro. «Mariscada por encomenda» tem época, mas quem a serve doze meses também vende em agosto.
A origem procura-se desde que toda a gente aprendeu a perguntar. Porto, lota e dia de entrega são texto que gera confiança e que nenhum concorrente copia.
A reserva é a verdadeira página de entrada. Doze pessoas num sábado não procuram restaurante, procuram uma confirmação, e dizer a capacidade poupa três telefonemas aos dois lados.