O contrato de arrendamento põe o cronómetro a andar. Quem procura «remodelação rápida» já está a pagar renda por um espaço vazio, e cada semana de atraso sai-lhe do bolso.
Cada atividade arrasta atrás de si a sua própria vistoria. Um forno obriga a extração, um consultório obriga a esterilização e uma loja de roupa obriga apenas a saídas de emergência: três obras que não se parecem em nada.
A licença é a preocupação verdadeira. Explicar que documentos a câmara pede e quanto tempo demora faz ler o texto como o de um profissional.
O preço por metro quadrado procura-se na mesma. Um intervalo consoante o nível de acabamento ganha a qualquer convite para pedir orçamento gratuito.
A restauração é um mercado à parte com vocabulário próprio. Extração, caixa de gorduras e câmara frigorífica são procuras que só um especialista serve.
A data de abertura é o argumento de venda. Anunciar a duração da obra em semanas consoante a área traz chamadas de gente com uma data na cabeça.
A acessibilidade é obrigatória e descobre-se tarde de mais. Um texto sobre rampas, largura de portas e instalações sanitárias apanha procuras mesmo antes da vistoria.
A montra e a iluminação vendem a obra. As fotografias de antes e depois são aqui o catálogo, e sem elas o cliente decide pelo preço.
O franchisador impõe o conceito. Explicar que se sabe construir segundo um manual alheio traz obras em série em vez de obras soltas.