A chamada chega depois de um site novo ou de uma queda. Uma página por sintoma — indexação, tempo de carregamento, renderização de JavaScript, migração — cai numa pesquisa com urgência e orçamento.
Boa parte da clientela são outras agências sem perfil técnico. Uma página própria para trabalho em marca branca capta encomendas que nunca passam por um concurso.
A prova é o caso com números: orçamento de rastreio antes e depois, páginas indexadas, tempo de carregamento, curva a seis meses. É isso que lê um responsável técnico, e é ele quem decide aqui.
Só os precavidos procuram planeamento de migração. Montar uma lista de verificação semanas antes de mudar de plataforma é o perfil de cliente que se quer — e procura com palavras que ninguém volta a usar depois da mudança.
Os nomes das tecnologias qualificam sem dó. Aplicação de página única, arquitetura desacoplada, determinada solução de comércio: escrever esses nomes traz pedidos em que metade do diagnóstico já está feita antes da primeira conversa.
Os sites grandes têm vocabulário próprio. Análise de registos, navegação por facetas, orçamento de rastreio, paginação: quem responde por cem mil páginas escreve exatamente isso e só encontra textos pensados para sites de dez páginas.
A pontuação é uma armadilha e uma porta ao mesmo tempo. Toda a gente procura o valor que a ferramenta mostra; escrever com honestidade que parte disso mexe na faturação e que parte só pinta um mostrador de verde distingue-o de qualquer proposta vendida à percentagem.